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Tradução autorizada

Pais suficientemente bons são os melhores pais

A tentativa de ser um pai ou mãe perfeito, ou mesmo excelente, é inútil e pode ser prejudicial.

Peter Gray, em Play Makes Us Human, 31 de outubro de 2024. Tradução de Vladimir Dietrich · 17 min de leitura
Os links levam a versões em português — nossas, quando existem, e tradução automática no resto. O selo abre o original em inglês: EN.

Caros amigos,

Nesta carta, resgato, com pequenas modificações, um ensaio que publiquei há alguns anos em meu blog Freedom to Learn, na Psychology Today. Parece oportuno publicá-lo aqui como desdobramento das discussões, na Carta nº 56EN e no fio de comentários que se seguiu àquela cartaEN, sobre os possíveis danos do que se convencionou chamar de parentalidade intensiva.

O ensaio é inspirado na leitura que fiz do livro de Bruno Bettelheim, A Good Enough Parent, publicado originalmente em 1987. Não concordo com tudo no livro — ele é um pouco psicanalítico demais para o meu gosto e considero que ele subestima as capacidades de raciocínio das crianças —, mas concordo com a maior parte.

O conceito de pai ou mãe suficientemente bom chegou a Bettelheim por meio dos escritos do psicanalista e pediatra britânico Donald Winnicott, embora Winnicott se preocupasse apenas com as mães e seu termo fosse a "mãe suficientemente boa". Bettelheim não apenas generalizou o conceito para incluir tanto pais quanto mães, mas também o trouxe para a realidade prática, de uma forma que faz sentido para pessoas comuns como eu. [Mas não deixe de ler minha observação no final sobre os problemas na biografia de Bettelheim.]

As ideias que apresento a seguir não coincidem inteiramente com as de Bettelheim, mas chegam muito perto. São, em grande medida, as ideias de Bettelheim processadas por mim. Como eu vejo, e praticamente como Bettelheim via, pais e mães suficientemente bons têm as seguintes características:

Pais suficientemente bons não se esforçam para ser perfeitos e não esperam perfeição dos filhos.

No prefácio de seu livro, Bettelheim escreveu:

“Para educar bem uma criança, não se deve tentar ser um pai perfeito, assim como não se deve esperar que o filho seja, ou venha a ser, um indivíduo perfeito. A perfeição não está ao alcance de seres humanos comuns. Os esforços para alcançá-la costumam interferir naquela resposta tolerante às imperfeições dos outros, inclusive às do próprio filho, a única que torna possíveis boas relações humanas.”

Um dos problemas com a expectativa de perfeição é que qualquer mancha, inclusive aquelas sobre as quais nada se pode fazer, torna-se amplificada. Se você fabrica máquinas ou móveis, a busca pela perfeição pode ser algo bom, porque imperfeições em máquinas e móveis podem ser corrigidas; mas buscar a perfeição como pai ou mãe não é bom, porque as imperfeições nos seres humanos são inevitáveis, fazem parte da condição humana. Na verdade, é difícil sequer imaginar o que seria a perfeição num ser humano.

A crença de que a perfeição, ou mesmo algo próximo disso, é possível na criação dos filhos estimula uma tendência à culpabilização. O raciocínio perfeccionista é este: se surgem problemas, então eles precisam ser culpa de alguém. Mães e pais em busca de perfeição culpam a si mesmos, ao cônjuge ou aos filhos quando as coisas não vão perfeitamente bem. Culpar nunca ajuda. A culpa é a desgraça de qualquer família em que se instala.

Nesse mesmo sentido, perto do final de seu livro, Bettelheim escreveu:

“A convicção moderna e errônea é a de que problemas não deveriam ocorrer e que alguém precisa ter culpa quando eles surgem; isso causa um sofrimento incalculável dentro do núcleo familiar, agravando a dificuldade inicial e às vezes pondo em dúvida a própria validade do casamento e da família. … Um antigo provérbio chinês diz que nenhuma família pode pendurar na porta a placa 'Nada de errado por aqui'.”

Pais suficientemente bons não se preocupam excessivamente com suas imperfeições. Eles se esforçam para fazer as coisas listadas abaixo, mas reconhecem que nem sempre serão bem-sucedidos e se perdoam por isso. Pais suficientemente bons reconhecem que mesmo o amor nunca é perfeito; ele é sempre, ao menos em certa medida, volúvel. Nas palavras de Bettelheim: “São raros os amores inteiramente livres de ambivalência. … Não apenas nosso amor pelos filhos é às vezes tingido de irritação, desânimo e desapontamento, como o mesmo acontece com o amor que nossos filhos sentem por nós”. Pais suficientemente bons aceitam isso como parte da condição humana. Pais suficientemente bons compreendem que a natureza criou as crianças para serem bastante resilientes. Não teríamos sobrevivido como espécie se isso não fosse verdade. Desde que os pais não cometam erros desastrosos demais (e às vezes até quando cometem), os filhos vão ficar bem, e ficar bem é bom o suficiente.

Pais suficientemente bons respeitam os filhos e tentam compreendê-los por quem eles são.

Pais suficientemente bons não pensam em si mesmos como os produtores, criadores ou moldadores de seus filhos. Eles enxergam os filhos como seres humanos completos no presente momento, e entendem seu papel como o de conhecer esses seres. Eles compreendem que a relação entre pais e filhos é de mão dupla, mas não inteiramente. É uma relação entre iguais no sentido de que ambas as partes são igualmente importantes, merecem igualmente a felicidade e merecem igualmente a oportunidade de estabelecer seus próprios objetivos e lutar para alcançá-los (desde que essa busca não prejudique outros). Em outro sentido, porém, trata-se de uma relação desigual. Ao menos quando a criança é pequena, o pai ou mãe é maior, mais forte, mais sábio (espera-se) e melhor em termos de raciocínio lógico; além disso, o adulto controla os recursos de que a criança necessita para sobreviver. Para fazer com que essa relação assimétrica funcione, o pai ou mãe suficientemente bom se esforça para conhecer o filho, a fim de entender suas necessidades e vontades.

As crianças geralmente não são tão capazes quanto os adultos de expor seus motivos ou argumentar logicamente, por isso é injusto que os pais esperem que os filhos sempre apresentem boas justificativas para o que fazem. A tentativa do adulto de discutir com a criança desemboca com frequência excessiva numa surra verbal e em humilhação, o que solapa qualquer objetivo de compreensão e acolhimento.

Eis as palavras de Bettelheim:

“A capacidade superior do adulto para argumentar e seu maior domínio sobre os fatos relevantes — tão convincentes para o próprio adulto — podem ser vivenciados pela criança simplesmente como o aniquilamento da opinião dela. … A criança se sente vencida no argumento, e ser vencida no argumento é uma experiência frustrante e debilitante. Está muito longe de ser convencida. … A menos que ao menos um dos lados no conflito seja capaz de levar a sério o ponto de vista do outro, não pode haver solução satisfatória. … Portanto, o pai ou mãe suficientemente bom examinará os motivos da criança, tentará compreender seus pensamentos e valorizar seus desejos, de modo a entender o que é que ela [a criança] espera ganhar, por que e de que maneira.”

Para ilustrar a questão de respeitar e tentar compreender a perspectiva da criança, Bettelheim oferece o exemplo de um conflito comum entre pais e filhos que é ainda mais frequente hoje do que na época em que ele escrevia: o conflito sobre o desempenho escolar. Vou modificar ligeiramente o exemplo para dar meu próprio enfoque. Suponha que seu filho não esteja fazendo as lições de casa e esteja desobedecendo ao professor na escola. O professor o chama para uma reunião e, se você for um pai ou mãe que busca a perfeição, você é levado a sentir vergonha do "mau" comportamento do seu filho e vergonha de si mesmo por ter criado uma criança assim. Como alguém que acredita que problemas deveriam ser evitáveis, você toma as palavras dos professores como um ataque pessoal, e isso pode levar a reprimendas defensivas contra o seu filho, o que arruína qualquer tentativa de compreender e ajudar de verdade.

Em contrapartida, se você se contenta em ser um pai ou mãe suficientemente bom e não nutre ilusões de que a perfeição seja viável, você enxerga esse problema pelo que ele é: um problema a tentar resolver, e não uma tragédia, nem uma ocasião para culpa ou vergonha. O primeiro passo para a solução é tentar compreender o problema do ponto de vista do seu filho. Por respeitar seu filho, você não presume de imediato que o comportamento dele decorra de algo errado com ele, que precise ser corrigido. Seu filho pode não ser capaz de expor com clareza as razões de seu comportamento, e pode até não ter consciência delas, mas isso não significa que não existam razões ou que as razões sejam ruins. É bem possível que o comportamento do seu filho na escola represente algo admirável. Pode brotar de um desejo saudável de afirmar a própria independência.

Aqui retorno às palavras de Bettelheim:

“Se nós, como pais, formos capazes de ter empatia, por exemplo, com a necessidade da criança de se autoafirmar rejeitando o dever de casa, ou com o medo de que ela possa se tornar um fantoche se fizer aquilo que os outros desejam que faça, nossa atitude para com ela será completamente diferente daquela que adotamos quando atribuímos sua falta de aproveitamento escolar à preguiça ou à falta de capacidade.”

Uma constatação desse tipo pode abrir um caminho positivo, cooperativo e fortalecedor do vínculo para resolver a questão, no qual pai, mãe e filho refletem e dialogam juntos sobre possíveis soluções. Haverá maneiras alternativas pelas quais a criança possa provar a si mesma e aos outros que não é um fantoche, ao mesmo tempo em que mantém suas tarefas escolares num nível suficiente para passar? Ou poderá a família encontrar algum caminho educacional alternativo para a criança, que não sufoque sua forte necessidade de controle sobre a própria vida e o próprio aprendizado? O ponto crucial aqui é que o respeito pela criança conduz à tentativa de compreender seu ponto de vista, o que, por sua vez, pode levar a uma solução funcional na qual a criança se sinta amparada, em vez de derrotada. Mesmo que não se encontre uma saída plenamente satisfatória para o problema, a criança ao menos se beneficia ao compreender que seus pais estão do lado dela, e não contra ela.

Pais suficientemente bons se preocupam mais com a experiência da infância do que com o futuro adulto da criança.

É natural que todos os pais sintam alguma preocupação com o futuro dos filhos. Todos queremos que nossos filhos cresçam e se tornem adultos gentis, éticos, felizes e saudáveis, capazes de sustentar e cuidar de si mesmos e dos outros. Mas pais suficientemente bons sabem que o futuro da criança é responsabilidade da própria criança, e não dos pais. É o filho, e não o pai ou a mãe, quem deve determinar seus próprios objetivos de vida e o caminho para alcançá-los. A tarefa dos pais é assegurar que a criança tenha uma infância gratificante.

Pais suficientemente bons reconhecem que o melhor que podem fazer para ajudar os filhos a alcançar um futuro gratificante é proporcionar as condições necessárias para uma infância gratificante. Crianças que se sentem seguras em sua relação com os pais, que se sentem apoiadas em vez de controladas, que se sentem merecedoras de confiança e, portanto, confiáveis, e que contam com um ambiente suficientemente bom para brincar, explorar e aprender (incluindo fartas oportunidades de fazer amigos e conviver com outras pessoas além do círculo familiar) serão as mais capazes de traçar seus próprios futuros gratificantes. [Esta parte agora sou eu, não Bettelheim.] Pais suficientemente bons compreendem isso e, assim, concentram-se no presente, não no futuro. Uma infância feliz conduz, na maioria das vezes, a uma vida adulta feliz; e uma infância infeliz conduz, com muita frequência, a uma vida adulta infeliz.

Pais suficientemente bons oferecem a ajuda que os filhos precisam e desejam, mas não mais do que precisam ou desejam.

[Esta é a constatação que vem principalmente de mim, embora eu suspeite que Bettelheim concordaria.] As crianças vêm ao mundo moldadas pela natureza para querer fazer por si mesmas o máximo que conseguirem. É assim que avançam continuamente rumo à maturidade adulta. Pais suficientemente bons entendem isso intuitivamente, e por isso concedem aos filhos a liberdade de correr riscos e fazer por si mesmos aquilo que forem capazes. Pais suficientemente bons permitem que seus filhos cometam erros e fracassem, pois sabem que erros e fracassos são componentes inevitáveis do aprendizado. Quando oferecem ajuda, fazem-no complementando e apoiando os esforços da própria criança, e não assumindo a tarefa por completo. O objetivo é permitir que a criança faça mais por si mesma, encorajar a busca da criança pela independência, e não interferir nela.

As principais ferramentas da parentalidade suficientemente boa são a reflexão consciente, a maturidade e a empatia.

Pais suficientemente bons não seguem cegamente o conselho de "especialistas" ou os mais recentes modismos de criação de filhos, e não se preocupam excessivamente com a forma como os outros julgam sua postura parental. Eles têm mais probabilidade de buscar conselhos com amigos e parentes que conhecem bem a eles e ao filho do que com especialistas que não os conhecem. Seu objetivo é ajudar a criança a conquistar o que ela quer e precisa conquistar, não provar ao mundo que são pais maravilhosos ou se blindar contra críticas. Para saber como melhor apoiar os filhos, pais suficientemente bons se esforçam para compreendê-los, e as principais ferramentas para tanto são a reflexão consciente, a maturidade (que inclui a paciência) e a empatia.

Como observado anteriormente, a relação entre pais e filhos é em certos aspectos igualitária e, em outros, assimétrica. O adulto possui mais conhecimento, mais capacidade de discernimento e mais maturidade do que a criança. As crianças, que já se sentem inseguras, se sentiriam muito mais inseguras se percebessem que seus pais não são mais competentes para lidar com os problemas da vida do que elas próprias. A maturidade importa. Pais suficientemente bons sabem que precisam dar mais da metade do caminho para que a relação funcione. É dever do pai ou mãe compreender o filho; não é necessariamente dever do filho compreender o pai ou mãe. Todos os adultos já foram crianças um dia, portanto lembrar da própria infância ajuda os pais a entender os filhos; mas os filhos nunca foram pais.

Eis as palavras de Bettelheim:

“As lembranças da nossa própria infância nos tornarão pacientes e compreensivos; e, ao percebermos que, apesar da teimosia de nosso filho, ele sofre agora como nós sofríamos então, nosso amor pelo filho — no qual agora reconhecemos tanto de nós mesmos no passado — retornará por si só. … Pais suficientemente bons esforçam-se por avaliar e responder às questões tanto a partir de sua perspectiva de adultos quanto a partir da perspectiva bastante diferente da criança, e por fundamentar suas atitudes numa integração razoável de ambas, aceitando que a criança, devido à sua imaturidade, só consegue compreender as coisas a partir do seu próprio ponto de vista. … Assim, o pai ou mãe suficientemente bom, além de estar convencido de que tudo o que seu filho faz ele faz porque no momento está convencido de que é o melhor que pode fazer, também perguntará a si mesmo: 'O que, afinal, me faria agir como meu filho age neste momento? E se eu me sentisse forçado a agir dessa forma, o que me faria sentir melhor a respeito?'”

Não creio que Bettelheim esteja inteiramente correto em sua afirmação de que as crianças só conseguem compreender as coisas a partir de seus próprios pontos de vista. Já observei até crianças pequenas que demonstravam percepções notáveis sobre o funcionamento da mente de seus pais. Mas certamente concordo com ele que compreender o ponto de vista do outro precisa ser muito mais responsabilidade do adulto do que da criança.

A empatia é o segredo de qualquer relacionamento bem-sucedido, e pais suficientemente bons sabem que precisam tomar a iniciativa na empatia, porque é mais fácil para o adulto penetrar na mente da criança do que para a criança penetrar na mente do adulto. Novamente, nas palavras de Bettelheim: “A empatia, tão importante para a compreensão que o adulto tem da criança, exige que se considere a outra pessoa como um igual — não quanto a conhecimento, inteligência ou experiência, e certamente não quanto à maturidade, mas quanto aos sentimentos que motivam a todos nós”. A compreensão que o adulto tem dos sentimentos da criança e o respeito a esses sentimentos é o primeiro passo para poder ser útil.

Pais suficientemente bons confiam em que sua parentalidade suficientemente boa é boa o bastante.

Mães e pais que se sentem confiantes em sua parentalidade serão mais calmos e pacientes, menos ansiosos e, desse modo, proporcionarão uma fonte maior de segurança para seus filhos do que aqueles que não sentem essa segurança. Nas palavras de Bettelheim: “A segurança vacilante da criança depende, como ela bem sabe, não de suas próprias capacidades para se proteger, mas da boa vontade dos outros. Ela é emprestada da segurança de seus pais. … Ser um pai suficientemente bom exige, portanto, que nós mesmos estejamos convencidos de que somos isso”.

Perto do final do livro, Bettelheim acrescenta: “Embora não sejamos perfeitos, somos de fato pais suficientemente bons se, na maior parte do tempo, amamos nossos filhos e damos o melhor de nós para agir bem com eles. Essa sabedoria, ou verdade, pode nos proteger contra a loucura de acreditar que tudo o que uma criança faz reflete unicamente sobre nós. Muito do que ela faz tem a ver principalmente com ela mesma e apenas indireta ou perifericamente conosco e com o que fazemos”.

Este último ponto diz respeito ao valor da humildade. Pais suficientemente bons reconhecem que o universo do filho não gira em torno dos pais. As ações de nossos filhos não são motivadas principalmente pelo desejo de nos agradar ou de nos ferir, mas por motivos que têm a ver com suas próprias tentativas de encontrar seu lugar no mundo. Se somos pais suficientemente bons, não assumimos muitos créditos nem muita culpa pelas ações dos filhos; apenas nos concentramos em compreender e ajudar onde o auxílio se fizer necessário.

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Uma nota sobre Bettelheim

Bruno Bettelheim nasceu na Áustria em 1903. Por ser judeu, foi encarcerado em um campo de concentração nazista após a anexação da Áustria pela Alemanha em 1938. Ao ser libertado, emigrou para os Estados Unidos e acabou se tornando professor de psicologia na Universidade de Chicago. Sua reputação é manchada em ao menos dois pontos: ele alegava ter obtido doutorado pela Universidade de Viena, alegação que hoje é tida como fraudulenta; e ele formulou a teoria de que o autismo resultaria de mães frias, teoria que se comprovou completamente equivocada e durante anos causou sofrimento indevido a mães de crianças autistas. Quando afirmo que aprecio as ideias do livro A Good Enough Parent, de Bettelheim, não pretendo insinuar que concordo com todos os seus escritos ou que admiro todos os aspectos de seu caráter. Não é incomum que pessoas que produziram algumas boas ideias também tenham formulado algumas ideias ruins!

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Com respeito e votos de tudo de bom,

Peter


Nota do tradutor

"Mãe suficientemente boa" é a forma consagrada em português para a good enough mother de Donald Winnicott. Por isso a good enough parent de Bettelheim virou aqui "pai ou mãe suficientemente bom", e no plural "pais suficientemente bons", que inclui as mães.

Traduzido do original em petergray.substack.com e publicado com autorização do autor (e-mail de 30/08/2026). Distribuição gratuita e não-comercial.